sábado, 23 de maio de 2009

Hotel Babilónia, na Antena 1

Na 2ª hora do programa de hoje, Pedro Rolo Duarte e João Gobern convidaram a jovem Carminho. Tem apenas 24 anos, canta fado em Lisboa e gravou um disco. Fez também uma viagem pelo mundo durante um ano. Foi voluntária na Índia, Cambodja, Timor e Perú. Conta-nos muitas dessas experiências em http://soldadosdocozido.blogspot. Actualmente, Carminho continua a cantar fado e a fazer voluntariado na zona J, em Chelas. O programa terminou com "Some Small Hope", uma belíssima canção que juntou Virginia Astley, David Sylvian e Ryuichi Sakamoto. Uma hora de rádio como há muito não se ouvia. Perfeito.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

David Byrne em Lisboa - Uma vez mais, Soberbo e Inesquecível


Aqui no Blitz podem ler a única crónica, não li outra (apenas 6 fotos no site do DN), sobre mais um Soberbo e Fantástico concerto. Não quiseram ou puderam ir? Onde andam os senhores jornalistas? Não sei, nem quero saber.

Vamos voltar à noite de ontem. Este foi sem dúvida o melhor dos 6 concertos de David Byrne a que já  assisti no coliseu de Lisboa no aspecto da comunhão com o público. Os que ontem quase encheram o coliseu tinham na sua maioria pelo menos uma destas 4 características (cabelo branco ou grisalho, acentuada calvice, barriguinha ou mais de 40 anos).

Todos sabiam ao que íam. Não me parecia haver ali pessoas fora de contexto. esse pode ter sido o factor mais importante da noite. Todos esperavam assistir a mais um bom concerto, de um grande músico, com um raro sentido de comunicação e presença em palco, onde tudo acontece normalmente, mas também onde nada acontece por acaso. Tudo faz sentido. Claro que não menos importante (talvez mesmo o factor mais importante para muitos dos ali presentes) David Byrne foi o líder de uma das bandas mais influentes do Pós-punk e da New Wave norte americana, os Talking Heads.

David Byrne tinha todos os ingredientes e proporcionou-nos um soberbo e inesquecível concerto. 

As canções escritas por ele e por Brian Eno eram a base do concerto. Assim e num único concerto pudemos revisitar os imprencindíveis albúns "Fear of Music" e "Remain in Light" dos Talking Heads e "My Life In The Bush os Ghosts" e o recente "Everything That Happens Will Happen Today" estes dois últimos feitos em parceria com Brian Eno. Por duas ou três vezes tocou (ou tocámos) o céu, principalmente com as canções de "Remain in Light".

Durante os encores, principalmente, David Byrne não escondia a sua satisfação e voltou 4 vezes ao palco. Enquanto todos os músicos estavam a agradecer na boca do palco entre emocionados aplausos público olhei para David Byrne e vi-o (entre os agradecimentos) como que a olhar para um qualquer ponto no ceú e gritar algo entre o júbilo e a satisfação total. Fantástico. Público e artistas a comemorar e a aplaudir-se mutuamente. Um momento único.

Lisboa fez as pazes com David Byrne. E ele sentiu isso. Aquando da sua última visita, em 2004, o Coliseu de Lisboa estava apenas meio cheio.

Na noite de ontem, à saída, depois de quase duas horas de um sublime concerto as pessoas não conseguiam esconder largos sorrisos. Via-se nos seus rostos a sua satisfação. Diria mesmo, Felicidade. Ali não havia lugar para crises, nem pandemias.

Os cabelos brancos dominaram a noite. A sensação de felicidade, a minha e a de muitos que ali estivemos, essa é incolor, e concerteza vai perdurar por muito tempo.

Só não digo desde já que este vai ser o concerto do ano, porque no dia 11 de Julho no estádio do Bessa, Porto, um outro concerto pode fazer história. Aí não será o branco dos cabelos a dominar, será o vermelho. A cor do sangue. Sim daquele que nos corre nas veias. Pois é, ... uma questão de cores. Voltaremos a este assunto em breve.  

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Eu vou à Flur no RECORD STORE DAY



A FLUR aderiu este ano à iniciativa Record Store Day que comemora, no dia 18 de Abril, em várias partes do mundo, o Dia das Lojas de Discos.

Eu, deste dia, gosto. Não é um dia mundial de qualquer coisa, nem é o dia de comemorar nenhum tipo de doença. É apenas o dia para "uma imensa minoria" lembrar, como costumo dizer, o(s) sítio(s) onde vamos matar o vício (ver, ouvir e comprar discos), ou seja as lojas de discos, autênticos locais de culto, digo eu.

Mas também não é um bom sinal. Parece-me que, como alguns outros dias comemorativos, possamos estar a assistir a mais um tipo de lojas em vias de extinção. Longe vá o agoiro pois precisamos que a Flur e a Symbiose em Lisboa e algumas outras no resto do país (estou a lembrar-me por exemplo da Almedina em Coimbra e da Matéria Prima no Porto) sobrevivam à crise e às novas tendências do mercado, leia-se internet.

Esta paixão/amor à música e aos discos começou há cerca de 30 anos, na altura com o indispensável impulso da Rádio. Para quem vivia na província, como eu, era o único meio de nos chegarem os novos sons.

Hoje, 30 anos passados, já consegui passar este legado aos meus filhos, ou seja, o "ship" da música e dos discos.

Por tudo isto, amanhã, faça chuva ou faça sol, vou levar a minha família, a Xana o Simão e o Tomás (estes com 20 e 15 anos, respectivamente) e vamos até lá antes que desapareçam duma vez por todas as lojas onde se vendem discos fisicamente.

É também uma oportunidade para que eles possam contar, 1º aos meus netos e mais tarde aos netos deles, que em 2009 havia lojas fantásticas como as já citadas e que conjuntamente com algumas rádios (Oxigénio e Radar principalmente), conseguiam fazer com que as vidas de alguns milhares desta "imensa minoria" que somos, seja mais feliz, muitos dias desta nossa vida.


Junto o link com o programa das festas na Flur para quem quiser e puder aparecer.
http://blog.flur.pt/2009/04/10/flur-celebra-record-store-day-2009-rsd09/

quinta-feira, 12 de março de 2009

21 ou 2=1


não há segredos para nada, mas há ou melhor dizendo pode haver 1 (uma) ou 2 (duas) coisitas...

assim, o eventual segredo poderá estar na "nossa estranha matemática", ou na nossa forma de vida,

ou seja, para nós 2=1, ou como duas pessoas se tornam, muitas vezes, numa só,

ou seja, a matemática que cada 1 dos 2 tem de recrear e reinventar todos os dias, para que a "conta final", o resultado, dê:

uma história a 2 e depois a 3 e depois a 4 e depois a infinitos (como dizem as crianças),

sempre rodeados por todos os que amamos e que nos amam e sem os quais nenhuma história seria tão boa, tantas vezes, como a nossa tem sido, é, e que se Deus quiser, continuará a ser,

ou então o segredo estava escondido no menu dado às pessoas no almoço de há 21 anos, em que o 2º prato do repasto foi um (in)habitual pernil assado acompanhado por uns verdíssimos grelos,

não é habitual dar-se pernil num casamento. pois nós demos,

se repararmos bem um pernil não é fácil de partir. tem ligamentos. tem tendões. e tem gorduras. e tem pouca carne, e muitos ossos. é difícil de comer e nem toda a gente gosta. nem de pernil nem de coisas difíceis.

pois muitas vezes a vida, a 2 a 3 a 4 e a infinitos, tem isso tudo e muito mais.

qualquer dia ainda patrocinaremos um qualquer estudo sociológico-gastronómico para saber quantos casais é que continuam felizes ao fim de 2=1 anos de casamento, e que tiveram pernil ou joelho de porco, como quiserem, no dia importante em que fizeram uma Aliança, um Compromisso de caminharem juntos ....na Saúde e na Doença...até que a morte os separe.

esta flor, que está num sítio fantástico que tu bem conheces, é para ti, Xana. Hoje e Sempre.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Gaza: Quando uma imagem vale mais que mil palavras


O autor é o director de animação do brilhante "A Valsa com Bashir"

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